sábado, 6 de março de 2010
Das coisas que eu deixo pra depois
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
De mim para mim mesma

Para que se lamentar tanto se você tem o que precisa?
Pra que olhar para trás quando o mundo está a sua frente, coisas melhores estão esperando por você e você está ai se perguntando porque não foi assim?
Meu anjo, olhe ao seu redor e veja o que a vida lhe oferece
Olhe ao seu redor e veja quantos rostos lindos lhe sorriem todos os dias.O que? Sim eu sei Debora, eu sei que nem todos os sorrisos são sinceros e muitos são debochados, toscos, irritantes, amarelos, banais e repetitivos como você pensa.Mas Debora, minha querida Debora quem lhe disse que seu sorriso é sempre verdadeiro Debora?!
Eu sei querida, eu sei que 90% de seus sorrisos são verdadeiros, mas você tem que admitir meu bem...que quando você não quer sorrir seu rosto também parece irritante aos olhos de muitos.
E seu sorriso? Quando você sorri com tristeza para aquele rapaz que você sabe quem, seu sorriso é triste e sem vontade.Mas também tenho que admitir que quando você sorri para ele com felicidade, meu bem, seu sorriso é o mais verdadeiro que já vi.E é, você tem razão em dizer que as vezes ele merece um sorriso triste.
E ele Debora?!Já que estamos falando nele, vamos a fundo Debora.Nãoooooo, nem pense em fugir do assunto.Debora você ama este rapaz.Você ama sim Debora, mas o amor meu anjo, o amor é estranho, mais estranho do que você meu bem.Ok, estranho é meu passado.Mas voltando ao amor, meu anjo o amor tem tantas surpresas e muda tanto de ideia que você deve parar de se preocupar tanto e viver mais, beijar mais esse menino enquanto vocês se amam.Você não sabe se ele lhe ama? E dai? Desculpa, mas e dai mesmo.Você se ama, sua família lhe ama e é isso que importa.
Falando em família.Querida se você não parar de brigar com sua mãe você não vai parar de brigar com você mesma meu bem.E suas irmãs? Adriana, ah que coração bom, sempre foi uma mãe pra você, então Debora escute-a mais Debora, não adianta só amar.
E sabendo que não adianta só amar Debora, você já sabe o que vou dizer, converse mais com a Lilian.Vocês tem muitas coisas em comum, apesar de não concordarem em quase nada e ser muito difícil manter um diálogo sem brigas por muito tempo.
E seu pai Debora?!Vocês se amam sim e pare de julgar Debora.Sobre ele é só o que tenho a lhe dizer e sei que basta para você entender.
Trabalhe, viva, mude, sonhe e Debora, por favor meu anjo eu lhe suplico, pare de se preocupar com o futuro, eu sei que você deve planejar algumas coisinhas para o futuro, mas Debora, Não se preocupe tanto, porque o futuro querida é o amigo mais traiçoeiro e falso que você tem.As vezes Debora o futuro lhe passa rasteiras, te empurra, te testa e até te abandona.Mas não pense nele Debora. Apenas viva o presente Debora que é um amigo meio louco e inconsequente mas que no momento é seu.
Um dia você vai ter um cachorro novamente. Sim, sim o nome dele pode ser Jimmy, Jimmy Newton e ele vai ser cabeçudinho sim.
Você vai ser Artista Plástica e o que lhe contenta é o prazer de colocar no papel a vida que é tão difícil, de uma forma mais bonita, colorida e do seu jeito.E que jeito estranho que você tem de ver a vida.Desculpa.Eu sei que você já me disse que estranho é meu passado, não Debora, estranha sou eu mesma.Graças a Deus. Agora você ri né?! Eu sabia que você adora ser assim, do seu jeito , estranha. Estranha, mas interessante e sempre com uma surpresa.
Menina, ninguém consegue adivinhar o que pensa, o que você escreve, sobre quem você escreve. Debora ninguém lhe entende, ninguém lhe decifra, ninguém lhe conhece e você gosta disso e ainda ri, você ri muito disso Debora e não tem como não rir com você.
Amigos Debora? Você tem poucos. Inveja Debora? Sempre existirá. Mas ninguém lhe derruba e você tem que saber disso.
Aquele amigo distante sempre estará em seu coração e você no dele.
Debora o importante é que você se ama e eu te admiro por isso.
E dê mais abraços meu bem, eles tem um poder imenso...você tem dificuldade, eu sei, mas você consegue, você sempre consegue. E eu te amo por isso.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Eu - Quem apagou a luz?
espacovittal.com.br/admin/m02_noticias/imagem...Certo dia fiz café para meu namorado. Ele fez uma cara horrível ao colocar na boca. “Meu Deus meu café é terrível, mas não chega a tanto!" Eu havia colocado sal no lugar do açúcar. Muitas pessoas comem açúcar, mas poucos gostam de comer sal. Quando algo é amargo, colocamos açúcar. "Será que sou amarga e por isso gosto tanto de doce?" Quando era criança fui parar no hospital na pascoa de tanto comer chocolate. É como se fosse pressão alta e baixa que quando chegam ao mesmo nível não da boa coisa. Então chego a conclusão que minha quantidade de sal é maior que a de açúcar. Quando exagerei no doce elas ficaram no mesmo nível e eu entupi.
Fizeram a experiência 00055 sei lá o que, codinome Débora e colocaram muito sal, acho que até limão. Mas faltou açúcar.
Na experiência deixaram sobrando falhas de atenção. É, eu sou ótima em começar a voar nas oras mais impróprias. Começo a pensar em muitas coisas ao mesmo tempo quando não deveria pensar em nada e prestar a atenção no que estou fazendo ou em quem está falando comigo. E por instantes longuíssimos as luzes se apagam e eu saio de meu corpo. Disseram-me que saímos de nosso corpo quando estamos dormindo e então sonhamos. "Será que eu realmente sonho acordada?" Acho que estou precisando de um conserto.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Assim
Foi ai que a conversa acabou. Foi ai que o tio do meu lado, que não sei de onde vinha, mas que falava de um jeito estranho, desistiu de tentar puxar assunto comigo. Já haviam ocorrido outras tentativas anteriormente, do tipo "Pra onde você vai?", mas sem sucesso. Eu estava absorvida de mais pelo livro e sou anti-social de mais pra conversar com um estranho dentro de um ônibus com rumo ao interior.
Estava a caminho da casa de minha vó, no início de julho, férias de inverno. Não pensei muito antes de ir. Pra muitos pode ser normal. No meu caso, é estranho. Sempre pensei de mais. Parei com isso.
Quando cheguei à cidade de minha vó e desci do ônibus naquele lugar pequeno e cheio de neblina as 10:20 na manhã, parei e percebi que era a primeira vez que eu viajava sozinha. Não sozinha apenas sem família, mas sozinha sem família, amigos, namorado e companhias limitadas. Até o momento estava me achando velha por ter 23 anos. Então lembrei que se eu decidisse fazer isso em outra época, jamais me permitiriam.
E é assim que eu percebi que não estou ficando velha e sim livre. É assim que o mundo nos da um banho de água quente e nos tira do gelo. É assim que podemos ir e vir pra onde quisermos... mesmo sem saber pra onde. É assim que fazemos nosso futuro, trilhando por muitos caminhos. É assim que eu percebi que a cidadezinha a qual eu achava chata, quando era criança, é na verdade muito confortável e perfeita pra descansar. É assim que vi que tenho muito em comum com minha vó, quando achava que não tinha nada. É assim que podemos soltar nossas opiniões em ônibus de viagem e encarar as caras feias e risadinhas a parte, sem sua mãe ao lado dizendo "Cadê a educação que eu te dei?". É assim que eu sei que posso fazer minhas próprias escolhas a hora que eu quiser e quando me der vontade.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
23
Imagem retirada do blog: http://lonelyspaceship.blogspot.com
Era uma vez um homem "da cidade grande" que conheceu uma mulher do interior. Eles se apaixonaram e começaram a namorar. A primeira vez que ele a beijou, ela na sua ingenuidade do interior, achou que estava grávida. Parece piada? Parece, mas não é. Esses são meu pai e minha mãe a trinta e muitos anos atrás.
Meus pais namoraram durante 8 anos até se casar. Nas fotos do casamento, meu pai usava terno lilás e gravata bordô. Ainda bem que ao longo do tempo ele adquiriu bom gosto em relação a cores de roupas. Minha mão usava o branco básico de todos os casamentos. Um tempo depois de casados, ganharam minha irmã mais velha, Lilian, hoje com 30 anos. Depois da minha irmã, eles começaram a tentar um menino, mas 4 anos depois veio mais uma menina, Adriana, minha irmã do meio, hoje com 26 anos. Continuaram a tentar um menino. 4 anos depois, eu, mais uma menina. Pararam de tentar. Tentam me convencer que sou a "rapinha do tacho", mas não conseguem. Ninguém me tira da cabeça que sou a pecinha que faltava.
1986 nasci. Não lembro da minha vida antes dos 3 ou 4 anos. Lembro de quando fui pra escola, pré-escola, oh tempinho bom. Lembro de quando fiquei pela primeira vez sozinha em casa e fugi para a escola onde minha irmã estudava. Que confusão que eu criei. Lembro das brincadeiras com as crianças da vizinhança. Lembro que fugia para subir em árvores. Lembro da minha babá e que desde criança eu era péssima em futebol e em qualquer outro esporte. E sempre ficava na goleira, isso significa, o saco de pancadas.
Na adolescência eu descobri que ficar dentro de casa me deixava de mau humor. Até hoje isso não mudou. Descobri festas, vários amigos, conversas longas por telefone, garotos, olhares, ficadas, fofocas, disputas, roupas, futilidade, caminhos certos e errados, pessoas boas e más, o que importa e o que é descartável, confusão, muita confusão e principalmente diversão. Fase confusa essa. Passou. Eu me descobri. Sei quem eu sou. Sei de onde vim. Pra onde vou é um detalhe, que só interessa a mim. Parei de querer o que passou. Tem coisas que não voltam. O que tiver que ser será. Só eu posso escrever o meu futuro. Eu tenho esse poder. Eu quero. Eu posso.
Tenho 23 anos e me sinto com 15. Às vezes chego a agir como se tivesse 15 e não me importo. Odeio me sentir adulta. Adulto é um saco. Adulto é estranho. Até hoje não descobri se adulto não tem lógica alguma ou tem lógica de mais. Mas não importa. Muita coisa não importa. Muita coisa que eu sempre dei importância e não deveria. 23 anos de pensamentos perdidos. Mas também de bons pensamentos. 23 anos de histórias. 23 anos de vida. 23 anos de Débora, a pecinha que faltava.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
De repente 23 - OFF -
A preguiça é meio masoquista quando você gosta de sentir preguiça em certas situações. Ex: Eu e meu ex-cachorro e eu e minha família...
Eu tenho preguiça dos meus pais. Meu pai começa a falar hoje e só vai parar semana que vem, quando eu já dormi, acordei, pensei 200 baboseiras entre as explicações ininterruptas dele, dormi de novo, babei, fiz de conta que entendia e disse "aham, sim, eu concordo".
- Que? Como tu concorda?
- Sei lá..simplesmente concordo..ou não..xii
Ai eu olho pra minha irmã antena com aquela cara de: Com o que eu estou concordando? Se ela entende ou não, eu não sei. Mas ela sempre irá fazer um comentário. Por que ela sempre faz um comentário. Acho que tenho preguiça da minha irmã também. Enfim, ela comentará e eu saberei do que se trata a minha concordância.
Voltando a minha irmã antena, cujo nome não é antena, mas ela parece uma, às vezes tenho vontade de desligar ela. O problema é que eu tenho preguiça de procurar o botão OFF.
Já minha mãe, acho que tem tanta preguiça quanto eu. Mas é de responder o que eu tenho preguiça de esperar ser respondido. Ela começa a responder, xinga o tio da novela, pensa 5 minutos, depois volta a responder algo nada a ver com a pergunta. Já falei pra ela que isso é consequência da mania doentia de limpeza que ela tem. Minha mãe não consegue ficar dentro de casa parada. Chamo isso de complexo de máquina. Complexo esse, que me da preguiça só de vêla catando tudo que é deixado pelo caminho. Se minha mãe se perdesse jamais conseguiria achá-la através de rastros, por que com certeza ela os limparia.
Eu tinha 5 anos quando caçava minhocas com minhas amigas. Eu até ajudava a caçá-las, com folhas, por que na mão era nojento. Mas eu tinha preguiça e nojo de cuidar delas. Então minha amiga Vanessa, que adorava minhocas, cuidava de todas, enquanto eu ficava off desenhando casinhas pra elas. Eu sou uma abusada? Não. Apenas tenho preguiça. A Vanessa não tinha preguiça e nem nojo de minhocas, então eu boa amiga que sou, a deixava feliz com suas e com minhas minhocas.
Vou fazer 23 em alguns dias e finalmente aprendi a cuidar das minhas minhocas. Hoje não largo mais minhas minhocas nas mãos de pessoas de boa vontade. Quando compreendi a frase, QUER BEM FEITO FAÇA VOCÊ MESMO, aprendi a domar a preguiça. Deixar alguém fazer algo por você, pode ter sérias consequências. Não sabia que ter preguiça podia ser tão ruim. Tive que sair do OFF e colocar a mão nas minhocas.
A Vanessa faz tempo que não vejo. Sei que está casada e com um filho. Nunca a imaginei mãe e casada. Por isso eu admiro a Vanessa, por saber que ela ainda sabe cuidar de suas minhocas sem medo de crescer e viver ON. Acho que é por isso que éramos amigas, um OFF não seria nada sem um ON.
Débora Souza - 03/06/2009

