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domingo, 17 de abril de 2011

COMO?

Você já tentou abraçar o mundo? Deu certo? Não cansou? Não teve a sensação que tudo estava prestes a cair? Que o lado direito fugiria por cima, o esquerdo por baixo e o do meio, assim sem paredes, iria para o chão? Não doeu suas costas? Não tinha peso de mais? Não sentiu dormência, sonolência e falta de paciência? Não achou que faltavam mãos, braços e um pouco de espaço? Não achou que a memória diminuiu junto com o tempo? Não viu que tinha a ilusão de ser um super-homem?

Percebeu que estava na hora do herói se aposentar? Sim? Como? Como aceitou? Como encarou? Como mudou? Como não pirou, droga!? Como sobreviveu? Não se pergunta ainda por que você? Por que foi necessário? Por que te diziam que não era vida? Por que você sempre soube que não era, mas por que não? Por que não podia ser?

Como chegou nessa? Já parou pra pensar como pirou? Como tantas coisas entraram em sua cabeça ao mesmo tempo? Como pode cair no seu próprio golpe? Como não se deu conta do que deixou pra trás? É, pra trás. Você pode abraçar o mundo e carregá-lo enquanto conseguir. Mas pedaços da vida vão ficando pelo caminho.


Por que? Como?



Débora Souza 17.04.2011

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desejo que enfie sua vida no seu bolso

Desejo que no próximo ano você faça bastante cagada, burrada e muita merda. Desejo que você enfie bastante o pé na jaca, fale tudo que não consiga segurar, mande quem tiver a fim pra aquele lugar bem longe. Desejo que você faça um monte de besteiras, beba quando tiver vontade, ria quando não poder, vomite em lugares inconvenientes, coma sem remorso, cante bem desafinado, chute tudo quando necessário, use Havaianas quando não deveria e mostre as pernas quando não poderia.
Desejo que você enfie sua vida no seu bolso e leve ela pra onde quiser. Desejo que você pense que é um pássaro e se atire de onde poder.

Débora Souza 11.11.2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Madura? Por que não verde?

Já ouvi muitas vezes as pessoas me dizerem que sou madura para a minha idade. "Tenho 24 anos, não deveria ser?"
Ouço isso desde sempre. "Sempre mesmo, é sério."
Ta pensando que isso é bom? "Bom é comer chocolate até vomitar." (Já fiz isso)
Não é bom nada. A impressão que tenho é que as pessoas menos maduras, aproveitam mais a vida do que eu.
Quando ouvi isso 3 vezes na mesma semana, parei pra pensar qual era a vantagem de não ser mais "verde". "Não encontrei nenhuma."
O que acontece é que jogam tudo em suas costas por que você é maduro e vai saber "administrar" sabe?! Até que começa a pesar e você cai com toda a bagagem, por culpa do peso, e as criaturas olham pra você e dizem "Mas como? Tu?" " Eu sim. E daí? Carrega tudo que eu carrego pra ver se tu não rola lomba abaixo?"

Que merda! As vezes eu odeio a confiança que as pessoas colocam em mim. Eu não sou tão responsável assim. "Ok, eu sou um pouco. Mas por que? Não quero apodrecer por ser tão madura."
Ah, se eu fosse mais verde.....

Débora Souza 28.10.2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PQP

Eu sei que estou diferente. Mas é que tudo parece ter mudado de lugar sem se mexer.
Tem muita interrogação aqui dentro. Muitos caminhos. Muito tudo. Muito medo de pegar o caminho errado, entrar na selva e não conseguir sair.
Eu sei que tenho a mania de pegar o caminho mais longo, sem querer. Lei de Newton sabe?
Mas eu sou assim mesma. Vou pra vários caminhos, nenhum é bom o bastante e estou sempre perdida. Mas engano bem. Eu sei.

PQP. Que merda de interrogação. AAAAAAAAAAAAHHHHHH



Débora Souza 14.10.10

domingo, 26 de setembro de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

But I don't know why

Os dias passam mais rápido a cada semana. Estou pensando em parar para escrever aqui, faz tempo. Mas o tempo só me deixou no pensamento. Eu poderia ter morrido e nunca mais vocês veriam minhas palavras. Agora entendo a expressão "pensando morreu um burro". Por que o mundo é burro, quando deixa tudo para o amanhã.

O amanhã assombra, assusta e é chato por pegar no meu pé. Será que quando penso no amanhã permito que ele grude em minha sola, como um chiclet que foi atirado no chão por alguém, que sendo mais inteligente do que eu, não está nem ai pra ninguém e aproveita sem pensar no incosto do amanhã?

As vezes olho para algumas pessoas e vejo que o tempo é tão cruel, que faz com que elas passem a vida inteira cometendo os mesmos erros, sendo cada dia mais egoístas e mais idiotas.

Eu tenho um sério problema desde criança. Quando passei a frequentar a pré escola, haviam crianças, a maioria delas, que eu achava muito idiotas. Quando mudei de escola, isso continuou. Passei para o segundo grau e nada de isso mudar. Qual é o meu problema? Acho que espero de mais de quem tem pouco pra dar. É como o meio kilo de batata frita que eu comprei esses dias, esperando que viessem muitas batatas à minha mesa. Quando vi o pouco de batata, me dei conta que elas pesavam de mais.
Assim como são as batatas, são as pessoas. As vezes ser gentil, ajudar ou não fazer qualquer coisa para chamar a atenção, pesa de mais para elas. É mais leve se sentir melhor que os outros e dar pouca batata ao mundo.

Meu pai, é o tipo de pessoa que eu julgo de mais. Para ele nada está bom. Tudo é pouco. Para ele você sempre poderia ter feito melhor do que fez. Meu pai é pior do que mulher para se satisfazer. Eu tenho a sensação que tudo deveria ser como ele deseja, em seus mínimos detalhes, para deixá-lo com a sensação de missão cumprida e desejo realizado. Mas o pior não é isso. O pior, é que eu me pareço muito com ele.


Débora Souza 01.08.10

segunda-feira, 17 de maio de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

No Piiiiiiiiiiiiii de Bacopari


Bacopari. Aquela cidadesinha no interior de Mostardas. Aquela da crônica passada. Lembram? Não? Ok.

Voltei a Bacopari firme e certa de que ia chegar até o mar, dessa vez, pelas dunas. Eu não cheguei. Na verdade cheguei mas foi pela estrada mesmo e de carro. Não foi emocionante? É ai que vem a melhor parte. Foi tão emocionante quanto andar pelas dunas a pé durante duas a mais horas com muita areia movediça. Foi tudo de GOOD quanto. Isso por que existe peixe que adora se meter em mar de tubarão. Eu sou um Beta no meio do oceano.
A estrada era pra Jipe ou Caminhonete ou Caminhão ou sei lá, qualquer coisa grande. Mas não era pra Uno. E nós fomos de Uno. O nome dele é Godofredo, pra quem não conhece ( Carrinho simpático, um tanto teimoso, mas é só fazer um carinho que ele obedece) .
O pobre Godofredo quase virou, andou no meio de muita água, atolou na areia, foi rebocado por desconhecidos simpáticos e sobreviveu.
Vitória do Godofredo. Como ele está agora? Com um barulho esquisito, só tranca quando quer, da umas engasgadas, mas chegou em casa vivo. Vitória do peixinho que resolveu sair do aquário.

E Bacopari? Há sim, continua a mesma. Linda de babar.



Débora Souza – 08.02.10

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ninguém escreveu

Ninguém escreveu minha vida. Meus passos errados são meus. Minha mãe me colocou no mundo e o próprio me perdeu. Querem mandar na minha vida. Pode tentar, o problema é seu. Ditar regras não muda nada. Eu quebro regras. Meu mundo é meu.


Débora Souza 22.01.10

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Interrogação

Eu sou aquela que não ve sentido nas pessoas que não se importam com as outras e todo santo começo de ano eu tento começar a não me importar com quem não se importa. Eu não consigo.


Eu sou aquela que odeia inverno e anda de pantufa no verão.


Eu sou aquela que todos acham a mais normal do mundo e me sinto a ovelha negra de todos os lugares. Meus pensamentos sempre são diferentes e eu prefiro não comentar.


Eu sou aquela que consegue cair da bóia no tobogã. Aquela que teve que descer a pé da montanha russa porque a roda quebrou. Aquela que quase se afoga em uma piscina infantil. Aquela que é mais míope que a própria avó e sai sem óculos por ai, comprimentando quem nunca viu.


A antipática mais simpática. A anti-social mais sociável. A mala mais bolsa. A que gosta de caminhar de salto alto. A que anota tudo e não lembra de nada. A séria mais sorridente. A intelectual que nunca estuda. A cara de brava mais debochada.



Débora Souza 11.01.10

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

:0

Meu nome é Débora Souza e eu já vi mil situações sem explicações. Eu tenho horror a gente chata, mas preciso que tudo faça sentido. Sou péssima em todo tipo de esporte e não vejo mal algum nisso. Ao contrario do meu professor de educação física do segundo grau que parecia me odiar só por eu não saber jogar futebol e coisas do tipo. E o pior é que ele reclamava pra minha professora de dança. Adoro caminhar, dançar e correr e o estranho é que meus pés às vezes me desobedecem...

Débora Souza 16.12.09

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

E se eu pudesse voltar atrás não mudaria nada. Não por que eu acho ter acertado em tudo, mas por que eu preciso errar pra aprender, eu preciso cair pra levantar e eu preciso voar pra cair. E eu preciso mudar tudo de uma hora pra outra, se não nada tem graça. O mesmo é um tédio. O mundo é um tédio. A maioria das pessoas que conheço são um tédio...





Débora Souza 27.11.09

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Saiu da minha mente perigosa

Quando se tem certa idade, começamos a achar que tudo vai rolar. E rola, se formos atrás, é claro.

Li no orkut de um amigo a seguinte frase " Só cai quem voa ". As vezes temos que voar sem nem mesmo saber o destino. Chutar aquilo que te incomoda, sabe?! Mudar de lugares, se livrar de gente chata, mudar o caminho pra casa, sei lá, vai fundo, de um uuuuuuuu na sua vida. Talvez de certo, talvez não. Talvez você vai parar apenas na PQP, talvez também, brincadeirinha, talvez não...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

De mim para mim mesma


Debora, minha querida Debora
Para que se lamentar tanto se você tem o que precisa?
Pra que olhar para trás quando o mundo está a sua frente, coisas melhores estão esperando por você e você está ai se perguntando porque não foi assim?
Meu anjo, olhe ao seu redor e veja o que a vida lhe oferece
Olhe ao seu redor e veja quantos rostos lindos lhe sorriem todos os dias.O que? Sim eu sei Debora, eu sei que nem todos os sorrisos são sinceros e muitos são debochados, toscos, irritantes, amarelos, banais e repetitivos como você pensa.Mas Debora, minha querida Debora quem lhe disse que seu sorriso é sempre verdadeiro Debora?!
Eu sei querida, eu sei que 90% de seus sorrisos são verdadeiros, mas você tem que admitir meu bem...que quando você não quer sorrir seu rosto também parece irritante aos olhos de muitos.
E seu sorriso? Quando você sorri com tristeza para aquele rapaz que você sabe quem, seu sorriso é triste e sem vontade.Mas também tenho que admitir que quando você sorri para ele com felicidade, meu bem, seu sorriso é o mais verdadeiro que já vi.E é, você tem razão em dizer que as vezes ele merece um sorriso triste.
E ele Debora?!Já que estamos falando nele, vamos a fundo Debora.Nãoooooo, nem pense em fugir do assunto.Debora você ama este rapaz.Você ama sim Debora, mas o amor meu anjo, o amor é estranho, mais estranho do que você meu bem.Ok, estranho é meu passado.Mas voltando ao amor, meu anjo o amor tem tantas surpresas e muda tanto de ideia que você deve parar de se preocupar tanto e viver mais, beijar mais esse menino enquanto vocês se amam.Você não sabe se ele lhe ama? E dai? Desculpa, mas e dai mesmo.Você se ama, sua família lhe ama e é isso que importa.
Falando em família.Querida se você não parar de brigar com sua mãe você não vai parar de brigar com você mesma meu bem.E suas irmãs? Adriana, ah que coração bom, sempre foi uma mãe pra você, então Debora escute-a mais Debora, não adianta só amar.
E sabendo que não adianta só amar Debora, você já sabe o que vou dizer, converse mais com a Lilian.Vocês tem muitas coisas em comum, apesar de não concordarem em quase nada e ser muito difícil manter um diálogo sem brigas por muito tempo.
E seu pai Debora?!Vocês se amam sim e pare de julgar Debora.Sobre ele é só o que tenho a lhe dizer e sei que basta para você entender.
Trabalhe, viva, mude, sonhe e Debora, por favor meu anjo eu lhe suplico, pare de se preocupar com o futuro, eu sei que você deve planejar algumas coisinhas para o futuro, mas Debora, Não se preocupe tanto, porque o futuro querida é o amigo mais traiçoeiro e falso que você tem.As vezes Debora o futuro lhe passa rasteiras, te empurra, te testa e até te abandona.Mas não pense nele Debora. Apenas viva o presente Debora que é um amigo meio louco e inconsequente mas que no momento é seu.
Um dia você vai ter um cachorro novamente. Sim, sim o nome dele pode ser Jimmy, Jimmy Newton e ele vai ser cabeçudinho sim.
Você vai ser Artista Plástica e o que lhe contenta é o prazer de colocar no papel a vida que é tão difícil, de uma forma mais bonita, colorida e do seu jeito.E que jeito estranho que você tem de ver a vida.Desculpa.Eu sei que você já me disse que estranho é meu passado, não Debora, estranha sou eu mesma.Graças a Deus. Agora você ri né?! Eu sabia que você adora ser assim, do seu jeito , estranha. Estranha, mas interessante e sempre com uma surpresa.
Menina, ninguém consegue adivinhar o que pensa, o que você escreve, sobre quem você escreve. Debora ninguém lhe entende, ninguém lhe decifra, ninguém lhe conhece e você gosta disso e ainda ri, você ri muito disso Debora e não tem como não rir com você.
Amigos Debora? Você tem poucos. Inveja Debora? Sempre existirá. Mas ninguém lhe derruba e você tem que saber disso.
Aquele amigo distante sempre estará em seu coração e você no dele.
Debora o importante é que você se ama e eu te admiro por isso.
E dê mais abraços meu bem, eles tem um poder imenso...você tem dificuldade, eu sei, mas você consegue, você sempre consegue. E eu te amo por isso.


Débora Souza 17.07.08

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Troco minha barra de cereais pelo seu pirulito

Imagens google

Eu vivia no mundo dos sonhos
Acordava pela manhã e colocava um vestido lindo, rosinha, de princesa.
Olhava meu desenho favorito e brincava com meus amigos.
Não me importava se o vestido fosse sujar, afinal para mim ele era feito pra isso, para voltar pra casa sujo de lama, patas de cachorro e grama grudada por todas as partes.
Olhar novela e tomar chimarrão era como vitórias porque eram coisas de adultos.
Tudo era fácil.
Nunca entendi porque meus pais e professores complicavam tanto, por tão pouco.
Preocupação. O que era isto? Sei lá. Eu não tinha.
Contas a pagar eram como papéis que adultos pagavam como no super mercado para poder comprar luz, água e casa.
Meus melhores amigos eram todos de quem eu gostava.
As velhas chatas e rabugentas da rua eram bruxas e as únicas de quem havia medo.
O amor da minha vida era o galã da novela e o garoto um ano mais velho que eu.

Hoje vivo em que mundo? No meu.
Hoje acordo pela manhã e visto uma roupa adequada para o trabalho.
Não da tempo de assistir TV porque tenho que tomar café "correndo". Mas ainda tenho meu desenho favorito.
Dou bom dia a "desconhecidos" e fico louca se minha roupa sujar até o final do dia. Afinal não é nada apresentável andar por ai suja.
Tomar chimarrão e assistir novelas são coisas banais e sem graça. Prefiro sair e fazer algo diferente.
Luto para que as coisas sejam fáceis.
Hoje sou eu quem complico atoa. Às vezes paro e lembro como era fácil não complicar.
Hoje tenho preocupações. Como não se preocupar no mundo de hoje, quando alguém da família não chega em casa no mesmo horário?!
Contas a pagar não são como super mercado. Super mercado eu gosto, as contas eu preferia que desaparecessem.
Meus melhores amigos são poucos.
O medo é de bandidos e marginais.
O amor da minha vida eu sei quem é.

Prefiro diversão a compromisso. Prefiro festa do que jantares. Prefiro parques de diversão a restaurantes. Prefiro chocolate a pão. Prefiro pirulito a barras de cereal. Prefiro um bom papel e um bom lápis a um computador. Prefiro ser criança a crescer. Prefiro ser feliz a ser um adulto.

Que saudades do tempo em que o simples era o melhor e aquela pequena e velha casa em um bairro qualquer da cidade era um palácio. Daria tudo para voltar naquele tempo, naquela casa e nunca crescer.


Débora Souza - 23.07.08

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

# EU #


Odeio perfumes. Sei que é estranho, mas odeio mesmo. O perfume de muitas pessoas me encomoda. É tão forte que me faz espirrar, tossir e me dá até dor de cabeça. Seria bom se usassem perfume cada um para si e não para a torcida do flamengo sentir o cheiro. Não gosto de cheiro ruim, mas sem cheiro é melhor.
Adoro comer leite em pó. Já esperimentou? É maravilhoso. Com nescau e leite condensado fica uma beleza.
Ando de pantufas na rua. Me olham estranho e é engraçado.
Falo sózinha. E quem não fala?
Não sei cozinhar e não tenho vergonha de dizer. Não me dou muito bem com o fogão. Na verdade é porque não quero mesmo. Não gosto de cozinhar. Fazer doces é legal, mas só se da bastante lambuzeira e se não tem ninguém me dizendo o que fazer.
Como muito chocolate e biscoitos recheados. Minha mãe também adora e me acompanha. Dizem que chocolate deixa as pessoas felizes...claro que deixa, é bom.
Estou me acostumando a dormir de meia. Acho estranho. Parece que meus pés estão amarrados.
Não como carne, nem branca e nem peixes. Não gosto, me faz vomitar. Também tenho pena dos animais. Se ninguém os comesse eles não morreriam. Mas não fico importunando a vida de quem come, cada um faz a sua escolha. Também não faço caras e bocas quando vejo alguém comer, não tenho nojo, só não gosto. Fazer cara de nojo é besteira. Você não gosta de cebola, mas nem por isso vai ficar fazendo fricote se ver alguém comendo. Se ver alguém fazendo isso pode ter certeza que é besteira de quem parou de comer carne só para dizer que não come. Se a carne estiver escorrendo sangue ai sim eu nem vou olhar.
Dou risada sózinha. Muitas vezes já ri na rua sem parar. É que existem sintuações que não tem como segurar. Por exemplo quando te confundem com alguém, ficam meia hora insistindo que vc é quem vc não é e a pessoa verdadeira aparece ao lado da outra que está te chamando de mentirosa, que é obrigada a pedir desculpas e dizer: ''realmente vc não é ela.''
Adoro ouvir música alta.
Eu canto inventando letra para as músicas.
Danço até o dia amanhecer.
Amo cachorros e detesto gatos.
Já quis ter um papagaio, mas aprendi que se eu quiser dormir um pouco mais no final de semana, não devo ter um.
Amo desenhar, pintar e tudo que tenha a ver com a arte.
Desenho quase todos os dias. Maioria das vezes em casa. Desenhar me faz feliz. Muito feliz.
Tenho amigas loucas, extressadas, confusas e normais.
Tenho um amigo distante (falando nisso tenho que ligar p/ ele) que adoro. Nos vimos uma vez e ele é mais amigo do que muitos que vi a vida toda.
Amo desenhos animados. Quando era criança desenhava todos os personagens do cartoon network. Gosto mesmo do fantástico mundo de Boby. Pena que não passa mais. Se alguém ver em dvd me avisa.
Me decepciono fácil. Tenho dificuldade p/ me apegar, mas quando me apego...

Continuo em outra oportunidade. To com preguiça agora.


Débora Souza - 31.07.08

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Eu não preciso de alguém para me apontar quando erro. Tenham certeza que sei muito bem quando estou errada. Mas nem sempre é possível acertar e às vezes é preciso errar. Eu não preciso da permissão de alguém para cometer erros. Pode deixar que eu mesma me permito. Eu não quero ter alguém me dizendo o que fazer. Vou fazer o que eu tiver vontade. Não estou sempre disposta a ouvir, a ajudar, a ter soluções para tudo e para todos, a ter ideias, a ser bem educada, a sorrir para tudo, a concordar com todas as atitudes ao meu redor. Eu também preciso que me ouçam, que me ajudem, que me dêem soluções quando eu peço, que me dêem ideias, que sejam educados se querem que eu faça o mesmo, que sorriam quando eu precisar de um sorriso, que concordem quando perceberem que estou certa e que entendam quando eu não concordar. Eu não preciso de alguém que não goste de mim. Eu sei que nem Deus agradou a todos e não serei eu que vou agradar. Mas já tenho criticas e caras feias a me olhar o suficiente. Eu preciso que gostem de mim como sou. E eu sei que é difícil por que se eu não fosse eu mesma, não sei se gostaria de mim. Eu não preciso de alguém para apontar os meus defeitos. Só pelo fato de eu ser mulher já é de se esperar que eu viva vendo defeito, mesmo onde não existe. Por que não apontar minhas qualidades? Eu sei que tenho muitas. E sou modesta sim, porque?!. Mas eu canso de só me falarem do ruim. Que eu saiba o elogio não está em extinção. E eu como qualquer outra mulher que se goste, gosto muito de elogios. Criticas são bem vindas, mas hoje não, obrigado. Eu não preciso de alguém para preencher um espaço vazio. Eu preciso de alguém que saiba ocupar o espaço onde eu permiti entrar. Eu não preciso de um amigo para me copiar e fazer as mesmas coisas que eu. Eu preciso de alguém que me mostre coisas diferentes, que me mostre outro lado, que me faça ver o que eu não enxergo e que seja diferente para me fazer achar graça no que ainda não acho. Eu não quero que me digam o que já estou cansada de saber. Odeio lições de moral de qualquer babaquinha que acha que sabe muito sobre a vida, que sempre acha que está certo, que se acha a criatura mais inteligente do universo e que adora ser o centro das atenções e melhor que o mundo. Da um tempo. Se for pra me dizer o que eu já sei, por favor é melhor não falar. Eu quero que saibam conversar sem menosprezar o que as outras pessoas pensam e que não se sintam mal se alguém sabe sobre algo melhor que você. Por favor pare de falar o '' eu também '' para ficar se comparando aos outros. O mundo não gira em torno do seu umbigo e muito menos do meu, graças a Deus. Eu só preciso que tente me entender e se não conseguir que me não tente adivinhar o que se passa dentro de mim. Por que estou cansada de ouvir o que as pessoas acham que eu quero e o que vou fazer sem nem mesmo certas coisas terem passado pela minha cabeça.
Débora Souza - 01.09.08

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

EU



É impressionante o quanto tento me fazer conhecer e percebo que ninguém me conhece.
Minhas tentativas frustradas de dar um basta em atitudes que me incomodam me fizeram perceber que tentar mudar as pessoas não é fácil. O ser humano prefere contrariar ao perceber que estão tentando lhe mudar.
É assustador a quantidade de mudanças que eu gostaria de fazer. Colocadas em um papel, se fariam um livro. Para quem está de fora seria um livro de piadas. Para quem eu citasse seria um livro de mau gosto.
Poderia citar a mim mesma como uma criatura que antes de enfrentar seus medos prefere tentar outros caminhos. Admito que meus medos mais tolos é que me fazem tentar mudar quem está ao meu redor. Ah se eu tivesse uma varinha mágica...
Já magoei pessoas com meus palpites furados. E não adianta porque a maioria pensa que sou louca, paranóica e que nada do que falo faz sentido, porque acham que mudanças em outras pessoas não mudaria nada em minha vida. Mudaria...

Tem uma voz em minha cabeça que diz: Débora te liga, você vai morrer tentando, pare com isso e mude você mesma.
E eu digo: Não dá.
E não dá mesmo. Já tentei, mas resgatar minha tolerância e minha paciência há muito tempo perdidas é como me dizer para tirar uma parte de mim só para agradar os outros... Saco... É o que estou tentando fazer com as pessoas.
Se eu posso ajudar alguém a se melhorar. Por que eu não posso tentar? Eu sei. Porque ninguém pediu minha ajuda. E dai. Eu também não peço opinião de ninguém e tem sempre um querendo dar palpite.

Talvez eu devesse ir a um asilo procurar ajuda. Afinal, lá é que moram os mais experientes. E já estou visualizando um senhor ou uma senhora com seus tantos anos vividos me dizendo: Débora, talvez você consiga mudar alguém um dia, mas saiba que ficar tentando é a mesma coisa que persistir na tentativa de encostar a língua no nariz.

Débora Souza - 22.08.08