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domingo, 4 de março de 2012

RECOMENDO

Veronika decide morrer





Linda obra de Paulo Coelho.
Livro que nos faz pensar na vida e no medo de enfrentá-la.

"Eduard sentiu que alguém lhe cutucava no ombro. Quando abriu os olhos, o dia começava a amanhecer.
- Vocês podem ir para o abrigo da prefeitura - disse o guarda - Vão congelar se continuarem aqui.
Em uma fração de segundo, ele lembrou-se de tudo que tinha se passado na noite anterior. Nos seus braços estava uma mulher encolhida.
- Ela... ela está morta.
Mas a mulher se mexeu, e abriu os olhos.
- O que está havendo? - perguntou Veronika.
- Nada - respondeu Eduard, levantando-a. - Ou melhor, um milagre: mais um dia de vida."



Débora Souza 04.03.2012

sábado, 9 de outubro de 2010

RECOMENDO

Livro: Leonilson "São tantas as verdades"



Ótimo livro
História do Artista Plástico Leonilson 1957-1993

Trecho do livro: "a palavra entrou realmente nos trabalhos. Eu estava muito apaixonado. Ficava sozinho, sem saber direito o que fazer. Então pensei em escrever nos desenhos em vez de ficar escrevendo em cadernos." (depoimento do artista)

Leonilson, pra mim, foi o artista das palavras. Vale a pena ler.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O PINTOR QUE ESCREVIA

Autora: Leticia Wierzchowski
OBS: GAUCHA


Trecho:
" Por isso, eu fugi da Itália. Por isso, enlouqueço aos poucos. Mas a loucura do amor é como o vinho, nos alegra, embriaga, entontece. Por isso, voltei sempre a mesma taça. E morrerei bebendo dela."

sábado, 13 de março de 2010

Recomendo...


''- Berro maneiro - riu a figura, espremendo a mão de Holly e deixando-a do tamanho de um nabo.
Holly conseguiu soltar os dedos um nanossegundo antes que eles se partissem como macarrão seco.
- Imagino que você não vá admitir uma rendição pacífica, não é? - disse uma voz fria atrás dela.
Holly se virou, com os cotovelos erguidos para o combate.
- Não - suspirou o garoto melodramaticamente. - Acho que não.
Holly fez sua melhor cara de coragem.
- Recue, humano. Você não sabe com quem está lidando.
O garoto gargalhou.
- Acho, fada, que é você que não está familiarizada com os fatos."
Só um pedacinho de ARTEMIS FOWL, O MENINO PRODÍGIO DO CRIME.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

BoM de LeR


UM dos melhores livros que eu já li. Vale muito a pena.
Autor: Markus Zusak
Começo do livro: " O assaltante é um mané.
Eu sei disso.
Ele sabe disso.
O banco inteiro sabe disso.
Até meu parceirão Marvin, que é mais mané do que o assaltante, sabe disso."...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eu tentei ler Moby Dick


Sabe quando você pega um livro e não consegue mais largá-lo?!
Você sabe né! Todos que amam ler sabem
Se você não sabe é porque ainda não encontrou AQUELE livro
VINHAS DA IRA foi o livro que me segurou quando não devia ter me segurado
E lá estava o professor dividindo os capítulos de dois livros para um seminário em sala de aula
VINHAS DA IRA e MOBY DICK
Vinhas da Ira era o primeiro a ser lido, resumido e comentado
Minha preça e vontade de ler fez com que eu fosse correndo atrás de Vinhas da Ira
E eu lia todas as horas que me fossem possíveis.No almoço, no jantar, no tempo livre em meu trabalho, no ônibus, na cama onde podia ver os papeis colados na cabeceira com palavras traduzidas e espressões para as provas de Gramática, na rua e até no banheiro.
Mas se tem algo que nunca consegui fazer com um livro é lê-lo rápido
E Vinhas da Ira não foi só devagar
Vinhas da Ira foi lento, muito lento. Uma lentidão que tinha o gosto do NÃO ACABE, POR FAVOR.
Eu li e reli VINHAS DA IRA.
E MOBY DICK? Ai está. Eu esqueci Moby Dick. Eu tentei ler Moby Dick.
O tempo era curto e eu estava lendo novamente Vinhas da Ira sem querer parar para ler Moby Dick.
Fiz meus resumos, dos dois livros. Enrolei no seminário. Não convensi muito o professor pois ele é muito inteligente e sabe no que me aprofundei. Me formei com sorte, faz um ano. E eu não li MOBY DICK.
Sei que perdi a mágia dos navios baleieiros mas eu prometo que um dia vou ler Moby Dick, pois ainda estou tentando.
Desculpe professor...Eu tentei ler MOBY DICK.


Débora Souza 18.07.08

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Assim

Imagem:blogs.diariodepernambuco.com.br/.../onibus.jpg

-Sobre o que é o livro que tu ta lendo moça?
-Sobre vampiros.
-Mas é vampiro de verdade?
-Não, é só ficção.
-ahhhh... Tu estuda moça?
-Sim.
-Estuda o que?
-Artes visuais.
-Mas tu ta na pública?
-Não.
-Tu já viu que na pública tem cota pra gente escura?(gente escura???heim????quem ensinou isso à ele???)
-Já. Mas acho tudo isso uma grande besteira. Apenas mais uma forma de preconceito.

Foi ai que a conversa acabou. Foi ai que o tio do meu lado, que não sei de onde vinha, mas que falava de um jeito estranho, desistiu de tentar puxar assunto comigo. Já haviam ocorrido outras tentativas anteriormente, do tipo "Pra onde você vai?", mas sem sucesso. Eu estava absorvida de mais pelo livro e sou anti-social de mais pra conversar com um estranho dentro de um ônibus com rumo ao interior.

Estava a caminho da casa de minha vó, no início de julho, férias de inverno. Não pensei muito antes de ir. Pra muitos pode ser normal. No meu caso, é estranho. Sempre pensei de mais. Parei com isso.

Quando cheguei à cidade de minha vó e desci do ônibus naquele lugar pequeno e cheio de neblina as 10:20 na manhã, parei e percebi que era a primeira vez que eu viajava sozinha. Não sozinha apenas sem família, mas sozinha sem família, amigos, namorado e companhias limitadas. Até o momento estava me achando velha por ter 23 anos. Então lembrei que se eu decidisse fazer isso em outra época, jamais me permitiriam.

E é assim que eu percebi que não estou ficando velha e sim livre. É assim que o mundo nos da um banho de água quente e nos tira do gelo. É assim que podemos ir e vir pra onde quisermos... mesmo sem saber pra onde. É assim que fazemos nosso futuro, trilhando por muitos caminhos. É assim que eu percebi que a cidadezinha a qual eu achava chata, quando era criança, é na verdade muito confortável e perfeita pra descansar. É assim que vi que tenho muito em comum com minha vó, quando achava que não tinha nada. É assim que podemos soltar nossas opiniões em ônibus de viagem e encarar as caras feias e risadinhas a parte, sem sua mãe ao lado dizendo "Cadê a educação que eu te dei?". É assim que eu sei que posso fazer minhas próprias escolhas a hora que eu quiser e quando me der vontade.
Débora Souza - 06.08.09